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21/10/2021 - 10:09

Comerciantes protestam no centro da cidade contra as taxas do Shopping Popular

Feira de Santana
Comerciantes protestam no centro da cidade contra as taxas do Shopping Popular

Comerciantes do shopping popular protestaram na manhã desta quinta-feira (21) em frente à Câmara Municipal pedindo que o prefeito Colbert Martins da Silva Filho reveja os valores das taxas cobradas para o aluguel dos boxes no Centro Comercial Popular por parte dos vendedores. A manifestação provou uma enorme retenção no trânsito no centro da cidade

Segundo Raimunda Santos, comerciante no local, a saída dos comerciantes das ruas trouxe inúmeras dificuldades, porque eles precisam pagar altas taxas, mas não conseguem vender suas mercadorias.

“Ele tirou a gente daqui pra levar pra lá pra pagar uma taxa de R$ 600,00 o que não é justo, o prefeito Colbert Martins tá brigando pra deixar o Feiraguay pagando R$ 60,00, Mercado Modelo pagando R$ 50,00 e no centro da cidade a gente pagando R$ 600,00. Eu perdi meu apartamento, perdi minha casa que estava pagando financiada, lá a gente não tá tirando nem o dinheiro da passagem, quando dá meio-dia a barriga que aperta é a nossa, quando chega em casa os netos e filhos perguntam se a gente trouxe algo, mas do jeito que a gente abre a gente fecha, ali foi um tiro no pé que eles fizeram com a gente.” Disse.

Zé Lauete trabalha no ramo de confecções no shopping popular e contou que os comerciantes aguardam uma resposta da prefeitura há um mês.

“O valor do aluguel tá muito alto e a gente não tem como pagar, todo dia sobe uma taxa de condomínio, tá difícil pra gente, não tá dando pra manter, eu estou tirando do meu pra pagar, já estou passando dificuldades, já vendi um carro e eu tenho seis filhos pra dar comida, mas lá eu não vou ficar porque eu não tenho condições de pagar R$ 600,00, já tem um mês que falaram que iriam nos dar uma resposta e até hoje nada.” Contou.

A manifestação provocou uma enorme retenção no trânsito do centro da cidade.

Os comerciantes também estiveram na Câmara Municipal de Feira de Santana, o vereador Valdemir Santos (PV), foi um dos escolhidos para compor uma comissão que irá tratar sobre as reivindicações dos comerciantes.

“Nós temos discutido diariamente sobre esse assunto, até porque é dever nosso como vereador, fui procurado por alguns comerciantes e disse pra eles que só iria me pronunciar após uma conversa com o prefeito sobre o assunto. Tem muita coisa que a gente precisa entender, nós estamos chegando agora, temos dez meses de mandato, foi um assunto que eu não estava inteirado ainda, mas pra minha felicidade, nesta manhã eu fui escolhido para ser um dos membros da comissão que vai tratar desse tema aqui na Casa e isso me dá mais liberdade, mais força, para que eu possa me debruçar um pouco mais a cerca desse assunto e nós vamos realmente esmiuçar, tem que dá um ponto final nessa situação. Como base do governo, eu acredito que tem muita coisa que o prefeito Colbert Martins não tem culpa, mas pode fazer alguma coisa, assim como eu também como vereador novo não tenho culpa do que foi feito na gestão passada, mas não posso chegar aqui agora e cruzar os braços.” Afirmou o vereador.

O vereador Ivamberg Lima (PT), disse que falta diálogo entre o prefeito e os comerciantes, por isso acontecem tantas manifestações na cidade.

“Primeira coisa a pontuar é que Feira de Santana em todas as categorias tem manifestações, ou seja, a prefeitura não apoia nada, o prefeito não fala com ninguém, essa falta de diálogo gera todas essas manifestações. Essa manifestação de hoje especificamente é algo que já vem acontecendo a algum tempo que é a insatisfação de todos a cerca dessa PPP que foi feita e não é respeitada e do desrespeito que estão tendo com eles, que não vendem nem R$ 20,00 como alguns deles falaram aqui, e precisam pagar R$ 600,00 por mês e ai fica o questionamento: como eles vão conseguir pagar um aluguel em um lugar onde as pessoas não vem comprar? Essa não é a primeira manifestação que eles fazem aqui, a Câmara está sempre aberta e o que a gente conclama para o prefeito é que se dialogue.” Afirmou.

*Com informações do repórter Danillo Freitas

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