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07/02/2014 - 20:25

Chance de Laís voltar a andar é quase zero, dizem médicos

Especialistas explicam próximos passos da recuperação da ex-ginasta.
Esporte
Chance de Laís voltar a andar é quase zero, dizem médicos
As possíveis sequelas que Laís Souza precisará enfrentar quando receber alta do Hospital Universitário de Miami ainda não são totalmente conhecidas pelos médicos que cuidam da ex-ginasta, mas o quadro não é nada animador. De acordo com especialistas em coluna, a jovem provavelmente não voltará a andar. Além disso, há a grande possibilidade de Laís também ter comprometimento nos movimentos das mãos.

Embora a situação física da atleta seja desanimadora, os médicos que cuidam da jovem garantem que estão bastante otimistas quanto à recuperação da capacidade respiratória dela que, atualmente, só consegue respirar com o uso de aparelhos.

Para Vinícius Benites, neurocirurgião e especialista em doenças da coluna da Universidade Federal de São Paulo, o quadro de Laís é grave e dificilmente a jovem não terá nenhum tipo de sequela em relação aos movimentos dos braços e pernas. “A lesão pode provocar dois problemas: o choque medular e a lesão medular. No choque, há um atordoamento das fibras nervosas e a pessoa perde os movimentos. Mas, em geral, em 24 horas eles retornam. Na lesão isso não acontece”, disse em entrevista ao iG, relembrando que Laís ainda não move os membros.

O médico disse ainda que é improvável qualquer reação por parte da jovem. “O tecido nervoso tem uma capacidade mínima de regeneração, quase desprezível nesse tipo de caso. A chance de ela ter alguma recuperação motora ou neurológica é, assim, mínima, próxima de zero”, lamentou.

O ortopedista especializado em coluna do Hospital das Clínicas de São Paulo, Rogério Vidal, é mais enfático e acredita que Laís vai ficar tetraplégica. “Com a fratura da Laís, a coluna saiu do lugar, o que tecnicamente é chamado de luxação. Com esse deslocamento, houve uma compressão na medula e isso deve ter causado algum tipo de esmagamento nessa estrutura. Foi isso que causou a tetraplegia nesta paciente”, esclareceu. 

As informações são do Correio

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