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243 pacientes estão cadastrados em centro da anemia falsiforme

06/02/2014 - 10:02

O Centro de Referência Municipal à Pessoa com Doença Falciforme em Feira de Santana funciona na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Centro Social Urbano (CSU), no bairro Cidade Nova.

Foto: Jorge Magalhães/Secom
Foto: Jorge Magalhães/Secom
O Centro de Referência Municipal à Pessoa com Doença Falciforme em Feira de Santana é um dos mais completos em todo o estado da Bahia. Há um ano oferece atendimento completo aos pacientes na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Centro Social Urbano (CSU), no bairro Cidade Nova.
 
Estão cadastrados atualmente 243 pacientes, entre adultos e crianças. Eles apresentam alteração genética na hemoglobina – proteína responsável em absorver e transportar o oxigênio no sangue e liberá-lo no tecido. Esta é uma doença hereditária e não tem cura.
 
Geralmente, os pacientes sentem fortes dores nos ossos, músculos e articulações, cansaço, tem anemia, olhos amarelados (icterícia), insuficiência renal aguda, feridas (úlceras). Em crianças pode haver edemas nas mãos e pés.
 
O diagnóstico pode ser feito no bebê logo após o nascimento, através da triagem neonatal - “Teste do Pezinho” - e, quando adulto, pelo exame de eletroforese de hemoglobina.
 
No Centro de Referência, os pacientes contam com atendimento de uma equipe multidisciplinar formada por clínico geral, hematologista, nutricionista, assistente social, enfermeiros, psicólogo, técnicos de enfermagem, entre outros profissionais.
 
Conforme a coordenadora do programa, Luciana Brito, a Bahia é o estado que mais tem doentes falcêmicos. Estima-se para cada grupo de 650 nascidos vivos, um tem a enfermidade. E para cada 17 nascidos vivos, um tem o traço da doença.
 
Ela ressalta que antes da implantação do Centro de Referência à Pessoa com Doença Falciforme, os pacientes não tinham uma unidade de saúde no município referência para encontrar apoio, tratamento e acompanhamento.
 
Além do atendimento clínico, os pacientes falcêmicos recebem medicação e cestas básicas. “Toda a assistência oferecida pelo Governo Municipal, através da Secretaria de Saúde, é gratuita. Os recursos são do Município”, salienta. Os atendimentos são agendados ou por demanda espontânea.
 
Luciana Brito destaca o trabalho integrado na assistência a esses pacientes. Ela pontua que exames laboratoriais são realizados no Hospital Inácia Pinto dos Santos (Hospital da Mulher), há atendimentos com odontólogos na Atenção Básica, e cotas específicas para exames de imagem e consultas com especialistas na Central Municipal de Regulação.
 
Já os pacientes adultos que necessitam de internamento são encaminhados para o Hospital Geral Clériston Andrade. As crianças, por sua vez, para o Hospital Estadual da Criança. Ambos são referência.
 
Ela acrescenta que os profissionais municipais de saúde estão sempre se qualificando para prestar o melhor serviço. Em novembro, participaram do VII Simpósio Brasileiro de Doença Falciforme, em Salvador, e frequentemente têm passado por capacitações no Hemoba, também na capital.
 
A secretária de Saúde Denise Mascarenhas destaca, ainda, a aquisição de novos equipamentos para garantir uma melhor assistência aos pacientes falcêmicos a cada dia. O Centro de Referência Municipal funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, na Unidade Básica de Saúde do CSU, na Cidade Nova. Telefone: 3603-7795.

As informações são da Secom

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